Onde o sonho ilumina e a vida se transmuta em poesia.
PRELÚDIO
Neste Jogo da Poesia – do primeiro fonema à máxima tônica – o maior prazer vem a ser descobrir que a nossa Via-Vida é um rastro de lume. E ser Borboletra, para mim, significa essa estranha teimosia que se atreve na alegria de desvelar que, o Mestre é esse espelho do próprio brio da gente: o númen que transborda a música que toca, entre os poros do Uni-verso às letras, no ritmo do samba enigmático do tambor-coração de cada um.
O Vaga-lume e o Tambor
Enquanto a-mar-é não secar,
Meu destino é continuar...
Desf’olhando o agora,
Ao farfalhar...
Vaga-lume tecido de brio.
Toda noite me atravessa no rio,
Sua voz revira meu leito:
Sem margem, nem imagem.
Só em verso,
Neste estado diverso,
Posso ser nenhuma ~
E todas que eu quiser.
Ser eu sou sempre outra,
No sonho;
E a mesma de sempre,
Na realidade.
E assim vamos seguindo:
Eu com o meu sombreiro luminoso,
Ele com um cravo na lapela
E uma rosa na mão.
Entre a prosa e a poesia
A mão que escreve é a mesma que toca o tambor:
É devagar, é devagarÉ devagar, é devagar, devagarinho (é)É devagar, é devagarÉ devagar, é devagar, devagarinhoÉ devagar, é devagarÉ devagar,(é) de-vagar, devagarinho...
Abreijos no volume do lume, no ritmo do tambor-coração e no brio das divagações...
(Saudações a Martinho da Vila!)
Direto do Diário de uma Borboletra,
‘de vagar’ devagarinho e sempre em diante,
Rejane Franco 🫶🏽 🦋
(Se parto do que me foi dito na prosa, chego ao aconchego que sinto e crio na poesia. A poesia é um crescendo construir-habitar na morada do ser)
::Colchão dos Sonhos: Colcha de Re-talhos::
[S-elo de brio: A máxima tônica da alegria do poeta é saber que o homem não é o senhor de sua morada. E que a poesia desperta porque, ao contrário da anestesia, é Aestesia: é a mão que escreve o que o coração sente e a Borboletra intui.]

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