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O PÉRIPLO ESTÉTICO-POÉTICO DA PSI-POÏESIS

🌸A FLORAÇÃO DO BRIO: MANDALA DA BORBOLETRA 

No meu jardim, onde o mistério se fez carne, sol e som, as flores não se explicam; elas se manifestam. Eu sou a imago ‘acon-tecendo’ o poema, não mais a lagarta que se arrasta, mas a artesã do tato banhada na luz que ‘ex-ala’ da manhã.

Vim tecida de sonhos para morar no jardim do inconsciente, um não lugar onde minha pele carrega o bronze da resistência e o Kalo da Poïesis. A poesia é o único 'trabalho' que me devolve a dignidade, pois transforma o suor do meu esforço no aroma-amora que fica nas mãos de quem ousa ler do avesso.

Sou a leitora do invisível, a artesã do tato, minha morada é feita de estrelinhas tateáveis, o balé divinal das mãos é o meu mais puro relato. Nutrida do néctar da fonte arcaica, sigo pelo palíndromo do amor, em correspondência à abóbada terrestre, espelhando o teto da capela no agora. Sou inteira, ressoando a alforria que os sinos dobram, nativa de voos inesgotáveis e, finalmente, a bela Nossa Senhora de mim.

Da Manhã ao Pôr de Mim, tudo está dado.

🏛️ O Desabrochar da Flor: Uma Pétala por Texto

• 🌸 Pétala 1: O Oratório do Jardim (Onde as flores não se explicam e o invisível é tateado)

"No meu jardim, as flores não se explicam; elas se manifestam. Cada pétala é um recorte do acaso, colado com beijos molhados de linguagem. Sou nativa da água viva, dos sonhos, de céus e voos inesgotáveis."

• 🌸 Pétala 2: A Imago (Onde o arrasto da lagarta vira o transbordo do poema) 

"Não sou mais a lagarta que se arrasta; sou a imago ‘acon-tecendo’ o poema, sempre a me transbordar."

• 🌸 Pétala 3: O Aroma-Amora (Onde a poesia é o cheiro que fica nas mãos de quem ousa

"A poesia não é o que se escreve; é o aroma-amora que fica nas mãos de quem teve a coragem de ler do avesso e tocar no invisível."

• 🌸 Pétala 4: O Bronze e a Alforria (O Périplo da Psi-Poïesis, da praça ao pôr de si) 

"Minha pele carrega o bronze da resistência, o Kalo da Poïesis e o brilho da Redenção. Na praça aberta, o sol é o meu manto. Os sinos dobram a minha alforria e as Musas cantam hinos de boas-vindas à minha vida. Não sou mais a criança que espera; sou a mulher que ressoa."

• 🌸 Pétala 5: O Trabalho Dignificado (O Log de Bordo e a transformação do suor em sentido)
 
"A poesia é o único 'trabalho' que devolve-me a dignidade, já que ela transforma o suor de meu esforço nos sentidos que eu quiser."

• 🌸 Pétala 6: O Traje e o Não-Lugar (A trajetória vestida de sonhos no jardim do inconsciente) 

"Não vim vestida para enfeite. Vim tecida de sonhos para sonhar. Não sou dona da minha morada. Vim morar no jardim do inconsciente: um não lugar."

• 🌸 Pétala 7: A Senhora de Si (As 'Pro-visões', o néctar e o palíndromo do amor) 

"Bem nutrida do néctar da fonte arcaica, vou pelo palíndromo do aroma-amora, encontro-me boba de amor, espelho o teto da capela no agora, sou a bela Nossa Senhora de mim."


📜 Uma nota dedilhada ao Leitor (Sobre as grafias da Mandala): 

A mandala não fala uma língua; ela emana uma frequência. Se você não conseguir decifrar com os olhos, tateie com o olhar de um flanar-coração. O mistério que você encontra aqui é o prelúdio da beleza que se anuncia no Périplo.


🦋 Psi-Poïesis: Onde o Invisível se Faz Tocar.

~ O abraço que acolhe e o beijo de linguagem que "abensonha", tudo em um único sopro de amabilidade: Abreijos!

Rejane Franco 🫶🏽 
 Litoral da Alma

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