"Na gramática da alma, o sujeito que sonha é o único que conjuga a Paz no modo infinito." Recados da Mandala: A Mandala traça o círculo, mas o ato falho fura o centro com a agulha do desejo, para que a poesia possa abrir suas asas — para que o fio do sonho possa costurar o céu e a terra. Aqui navega uma alma que não teme a própria morte, apenas o desamor. O fogo do amor que não queima, mas aquece, é o que mantém a nossa tinta da dor fluida e a nossa consciência tranquila. O transbordo do poema é a prova de que a alma é maior que o frasco. O frasco tenta conter a água; a alma prefere ser a maré. No espelho do afeto, o abismo descobre que é apenas o céu de cabeça para baixo. ~ Onde o mundo vê distância, a Borboletra vê um ponto de bordado, Se no furo de um bordado é possível o trans-bordo do poema, É neste poeMar que a vida se torna, enfim, possível (para mim). ~ 🦋 Voltaremos! ~ Com brio embrio...
O enigma mora no poema, o sonho é a minha via régia à verdade; viver o que faz verdadeiro sentido, no instante-já, é o sentido da vida para mim.

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